O que é melhor do que assistir Asas do Desejo na Cinemateca? O Wim Wenders subir no palquinho depois e ficar 2 horas falando pra platéia! Mais uma daquelas felizes noites que você está no-lugar-certo-na-hora-certa, e sem saber. Fui só pro filme e levei o Wim de lambuja.
O pessoal da mostra inventou uma coisa que chama “Os filmes da minha vida”, e os diretores passaram a semana falando sobre suas listinhas de ouro. Ideia bacana que logo mais deve aparecer publicada por aí.
Sabe aquele mito que todo diretor de cinema é em essência um contador de histórias? Não curto muito o clichê, mas devo admitir que o Wim Wenders, além de tipão e simpático, seqüestrou a atenção de quem tava lá, que nem piscou pra ouvi-lo falar de quando a avó lia as histórias acompanhando com o dedo as palavras nos livros (e assim ele aprendeu a ler), e como ele era apaixonado pelos espaços entre as linhas, que era onde a imaginação podia construir o resto que as palavras não podiam.
Não fiquei até o fim (ai, gente, carne e osso, né), mas anotei alguns dos filmes da vida dele, pra quem interessar possa:
The Rules of The Game (Jean Renoir, 1939)
The Man of the West (Anthony Mann, 1958)
Wavelenght (Michael Snow, 1967)
Blow-up (Antonioni, 1966)
Easy rider (Dennis Hopper, 1969)
Tokyo Story (Yasujiro Ozu, 1953)
The Salt of Earth (Binderman, 1954)
Stranger Than Paradise (Jim Jarmusch, 1984)
Only Angels Have Wings (Howard Hawks, 1939)